
A professora Dra. Maria José dos Santos, do curso de História da Universidade Estadual de Roraima (UERR), lançará seu livro: Senhores de Armas e de Terras, na próxima sexta-feira (16), no Valer Teatro, às 18 horas, em Manaus (AM), e no dia 20, às 19 horas, no auditório do Campus Boa Vista da UERR.
A obra é resultado da sua tese de doutorado que trata sobre a aplicação da Lei de Terras na Província do Amazonas e como se deu o processo de apropriação dos territórios indígenas e das Fazendas Nacionais na região do Alto Rio Branco. A pesquisa se deu em vários estados como Rio de Janeiro, Pará, Amazonas e em Portugal. A documentação levantada pela professora passa pelos processos judicial, relatórios ministeriais, relatórios do presidente de província e diversas outras fontes.
Maria José é pesquisadora dedicada à História Social e Agrária da Amazônia e militante dos movimentos sociais. Doutora em História Social pela Universidade Federal do Pará (UFPA), É Mestre em História Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Graduada e Pós-Graduada em História pela Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Ela é professora desde 2006 no Departamento de História da UERR, integrando também o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UERR/IFRR), é vinculada aos grupos de pesquisa “Política, Sociedade e Economia do Brasil no longo século XIX” e “Grupo de Pesquisa da Amazônia Oitocentista na Longa Duração: Sociedade, Terra e Poder”.
Sua produção intelectual foca na complexidade da legislação agrária do Brasil Império, na formação do latifúndio e na História Rural – com destaque para a Lei de Terras de 1850 e sua aplicação na Província do Amazonas – os movimentos sociais do campo, Ditadura Civil-Militar e Educação do Campo.
É autora de diversos artigos publicados em revistas científicas e capítulos de livro e organizadora da obra “Pelas Trilhas da História e da Educação do Campo” publicado pela Editora da UFRR em 2015 e do livro “60 Anos da Ditadura Civil-militar – na Amazônia: Invasão de Territórios e Resistência das Populações Tradicionais”, em 2026.







