Um estudo intitulado “A realidade alarmante do feminicídio em Roraima à luz da interseccionalidade entre gênero e raça-etnia” foi publicado recentemente na Revista Brasileira de Promoção da Saúde (Qualis CAPESB2), destacando um panorama preocupante da violência contra a mulher no estado.
O ortigo está disponível em https://ojs.unifor.br/RBPS/article/view/16317
A pesquisa, inédita em Roraima, analisa o perfil do feminicídio a partir de uma abordagem interseccional, considerando marcadores como gênero e raça-etnia. Os resultados evidenciam a gravidade da situação e reforçam a necessidade de políticas públicas mais efetivas para o enfrentamento da violência de gênero.
O trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Arruda-Barbosa, do curso de Medicina da Universidade Estadual de Roraima (UERR), que coordena um projeto de pesquisa vinculado ao CNPq e conta com a participação de bolsistas de iniciação científica, também autores do estudo.
Segundo o professor, “é uma satisfação contribuir, ao longo já de oito anos, com o desenvolvimento da pesquisa no estado de Roraima, ao mesmo tempo em que colaboramos na formação de médicos com uma sólida base em pesquisa científica, além de fortalecer parcerias institucionais importantes, como as desenvolvidas com o Tribunal de Justiça de Roraima e com a Universidade de São Paulo.
A pesquisa contou ainda com a colaboração da professora Dra. Márcia Sales, docente do curso de Medicina e do médico Lívio Dalpasquale, egresso da UERR, além da pesquisadora sênior da Universidade de São Paulo (USP), Dra. Rosa Godoy, reconhecida como uma das principais especialistas em estudos de gênero no país e da coordenadora da Célula de Violência contra a Mulher do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), Aurilene Moura, ambas coautoras do estudo. Também integra a autoria a Dra. Ortiz, biomédica e discente do curso de Medicina da UERR.
Para Ortiz, “participar deste estudo foi uma experiência única e com profunda responsabilidade social. Analisar os dados de forma sistemática expõem a realidade cruel da violência em nosso estado e é o primeiro passo para tirar essas mulheres da invisibilidade estatística. Agradeço ao Dr. Arruda pela oportunidade, vejo como é fundamental que nós, mulheres, ocupemos esses espaços de produção científica para narrar nossas próprias realidades, fazendo parte do processo de formação acadêmica e médica.”







